quinta-feira, 7 de setembro de 2023
sexta-feira, 4 de agosto de 2023
Concurso Literário Paulo Setúbal 2023
Esse meu poema recebeu Menção Honrosa em Poesia no Concurso Literário Paulo Setúbal.
“de Cida de Vagar”
Parece que deu certo.
No mais, a palavra, se mente, o poema desmente.
sábado, 12 de novembro de 2022
domingo, 1 de setembro de 2019
LIVRO ESCRITO POR PAI E FILHA É LANÇADO NO RIO E SÃO PAULO
“NOSSO DIÁRIO: confidências de um pai e uma filha e (quase) tudo que escreveram um ao outro" tem pai e filha como autores.
Imagine um livro para ser lido a dois, por pais e filhos, um diário da
viagem de um pai e sua filha de 13 anos, cartas de afeto entre duas gerações.
Assim é "Nosso diário: confidências de um pai e uma filha e (quase) tudo
que escreveram um ao outro", de Roberto Basílio de Matos e Rafaela Brandi
Matos, da editora Bambolê, que será lançado no Rio de Janeiro dia 08 de
setembro durante a XIX Bienal do livro, e em São Paulo na Livraria da Vila no
dia 28 de setembro.
Da realidade à ficção
Quando, em 2013, o autor e dramaturgo Roberto Basílio de Matos pensou em
escrever um livro em formato de diário para adolescentes, já existiam vários
livros assim, escritos por jovens e adultos. Porque escrever mais um? Roberto
resolveu que não escreveria sozinho. Convidou sua filha Rafaela, então com
13 anos, para que criassem uma história de ficção a partir de seus diários de
viagem e de suas experiências cotidianas. Um livro que refletisse as diferentes
perspectivas da relação entre pais e filhos, atingindo o leitor jovem de
qualquer idade. Juntos, pai e filha, fizeram um livro-diário com os dois pontos
de vista: o do pai e o da filha. Um livro escrito a dois para ser lido a dois,
por pais e filhos.
“Tomado pelo impulso, comprei os dois cadernos e mais duas canetas,
lindas, antigas, daquelas de bico de pena.
Em casa, diante dos cadernos que descansavam ao lado do computador, me
achei velho, antiquado. Como é que eu iria dar aquele pedaço de passado para
minha filha? Ela tinha acabado de me pedir um smartphone de Natal, e eu agora
vinha com um caderno velho, junto com uma caneta da época do avô?!”. (trecho do
diário do pai)
Contemplado no Concurso para bolsa de incentivo à criação literária no
estado de São Paulo - infantil e/ou juvenil do Proac 2013, "Nosso diário:
confidências de um pai e uma filha e (quase) tudo que escreveram um ao
outro" foi escolhido pela Editora Bambolê em uma chamada pública de
originais.
O processo de criação
“Em 2013, eu e minha filha Rafaela, então com 13 anos, fizemos uma viagem de mais 1.000 km de carro até a Argentina para conhecer as Cataratas do Iguaçu; pedi a Rafaela que escrevesse seu próprio diário, enquanto eu escrevia o meu. Terminada a viagem, compartilhamos os textos e iniciamos a criação do livro.”
Em pleno processo de escritura, pai e filha se viram separados por conta
de uma viagem de trabalho do pai, que também é ator, para
Frankfurt, Alemanha: "Continuamos a escrever, por quase um mês, à
distância, por e-mails. Escrevíamos textos sobre saudade, distancia, amor,
fronteiras."
Segundo Rafaela, que agora está com 18 anos e estuda Veterinária: “Escrever
com meu pai foi, com certeza, muito gostoso. Eu me divertia ao escrever a minha
versão e depois ler a dele e comparar a visão de cada um. Ter tido essa
oportunidade foi extremamente especial e nos uniu ainda mais. Posso dizer que
amei o resultado e o processo todo foi muito divertido, um momento único!"
Em Nosso Diário, pai e filha descrevem suas impressões, suas dúvidas,
medos e alegrias. Ao longo do livro, as diferenças vão se revelando. Diferenças
que evidenciam gerações, mas que também aproximam através do afeto. No final da
viagem ambos fazem uma descoberta incrível: um presente que nenhum deles jamais
teria imaginado.
“Tenho muitos medos: medo de altura, medo de prova de matemática, de
ficar sozinha muito tempo, de lugares cheios de gente, dos efeitos colaterais
de remédios, de falar em público, de não saber o que falar, muitos medos. Mas eu também descobri que tudo isso pode ser resumido num só medo: medo
do que eu não sei o que será.” (trecho do diário da filha)
Serviço:
Lançamento do livro e sessão de autógrafos com autores.
“Nosso diário: confidências de um pai e uma filha e (quase) tudo que
escreveram um ao outro”.
De Roberto Basílio de Matos e Rafaela Brandi Matos.
Editora Bambolê
Rio de Janeiro
XIX Bienal Internacional do Livro Rio
Riocentro - Pavilhão 4 - verde - Estande da Bambolê
Data: 08 de setembro
Hora: 14:00
São Paulo
Livraria da Vila - Rua Fradique Coutinho, 915 - Pinheiros
Telefone: (11) 3814-5811
Data: 28 de setembro
Hora: 15:00 as 18:00
domingo, 25 de agosto de 2019
domingo, 18 de agosto de 2019
sexta-feira, 15 de junho de 2018
"Longitude 33o. Oeste" pré-selecionado no Prêmio SESC de Literatura 2018
O Romance "Longitude 33o. Oeste" foi pré-selecionado no Prêmio SESC de Literatura 2018!
As comissões finais foram formadas por Daniel Galera e Letícia Wierzchowski (Conto) e Beatriz Rezende e Flávio Carneiro (Romance), que selecionaram os vencedores dentre as obras pré-selecionadas listadas abaixo.
ROMANCE
-
A CASA DAS BOLSAS - JULIANA MILMAN CERVO
- A CIDADE E OS NOMES - VIVALDO LIMA TRINDADE
-
A LENDA DE UAKYTO - CELSO LUIZ COSTA
-
ALMA MATER - LUIZ FERNANDO BRUSSOLO
- AS CONFISSÕES DE BENITO BALTAZAR - MARCOS CESAR DA SILVA
- AS SOMBRAS DE NOSSAS CONFISSÕES - BRUNO GABRIEL CASSEMIRO ASSUNÇÃO
- ATÉ ONDE O AMOR FOR CAPAZ DE ME LEVAR - ROMILDO GALDINO DOS SANTOS
-
BREVE RELATO DE CASO DE UM ENTE ESQUECIDO - LUCAS RAPHAEL CAITANO LAURENTINO
-
CARNAVAL DARK - MARCOS DE AQUINO SANTOS
- CATÁLOGO DE RESSENTIMENTOS - SAMIR MARTINS ARRAGE JÚNIOR
- FRENTE FRIA - LUCIO DE SOUZA CARVALHO JÚNIOR
- HISTÓRIAS DE JÚLIA - SUÊNIO CAMPOS DE LUCENA
- LONGITUDE 33º OESTE - ROBERTO BASÍLIO DE MATOS
- MAGDALENA USA AS MÃOS - JULIANA LEITE ARANTES
-
NÃO ARRANQUEM OS VERMES DE MIM - ANDERSON BERNARDES
-
NASCI SEM UM CAMINHO DE VOLTA - RAIMUNDO NONATO LOPES NETO
-
NO BEIJO ESTAVA O SILÊNCIO LOQUAZ - MARCELLO RICARDO ALMEIDA
- O HORIZONTE É UMA PAREDE - ANDRÉ CÚNICO VOLPATO
- O QUE PESA NO NORTE - TIAGO DANTAS GERMANO
- O SOM DO UNIVERSO - FERNANDA MEIRELLES DA ROCHA
- O TREM PARA KANDOOLA - RÔMULO CÉSAR LAPENDA RODRIGUES DE MELO
- PEQUENO JESUS - CARLOS HENRIQUE DE ARAUJO
- REMISNUERA - LUIZ CARLOS JUNQUEIRA MACIEL
- RUI ROSCO - ANGELA ISSLER MARSIAJ
- VIOLETA - AMANDA CRISTINA MADOGLIO HENRIQUE
sábado, 28 de outubro de 2017
sexta-feira, 20 de novembro de 2015
Prêmio Lusofania para o conto "Guarda-chuva? Guarda-chuva!"
É com satisfação que recebo o Prêmio Lusofania por meu conto infantil "Guarda-chuva? Guarda-chuva!".
Segue o link com a premiação na cidade de Trofa em Portugal.
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
O Mercado da Vila.
Morar
na Vila Madalena significa vivenciar o avanço inexorável do mercado no seu
cotidiano. Quando escrevo mercado não estou me referindo ao incrível avanço dos
grandes empreendimentos imobiliários que derrubam quarteirões inteiros das
antigas casinhas da Vila, ou do aumento de bares e restaurantes cobrando preços
cada vez mais salgados. Falo do Pão-de-açúcar, o mercado que começou a ser construído
há pouco em torno do prediozinho em que moro. Sim, prediozinho antigo, um só
elevador, garagem pequena, nenhuma área de lazer, exceto a vista da cidade se
estendendo no horizonte. Sorte minha que a obra do mercado não me tirou a
vista, pois a censurou para alguns moradores dos andares mais baixos.
Acompanho
a obra do mercado com curiosidade de menino de interior, vendo-a erguer um
edifício em poucos dias, levantando poeira, lançando ruídos ao vento,
movimentando a rua com caminhões e máquinas, as mais estranhas.
Mas
nenhuma máquina poderia me fazer brilhar os olhos infantis como o guindaste que
estacionou ao lado do prédio no meio da noite.
Interrompeu
meia pista da rua, fincou suas garras metálicas no asfalto, sacudiu-se,
ergueu-se, sempre raivoso e feroz, emitindo guinchos e rugidos. As pessoas a
sua volta pareciam formiguinhas desesperadas expulsas do formigueiro. Corriam
de um lado ao outro, sempre com pressa, carregando ferramentas, sinalizando aos
carros, vociferando com o monstro de aço.
O
curioso disto tudo é que em nenhum momento eu vi algum representante do poder
público para fiscalizar, controlar e cuidar dos cidadãos e do bem público que
aquela monumental máquina parecia ameaçar. Não que ela tenha causado algum dano
à rua ou às árvores em volta ou mesmo aos pedestres e carros que, assustados, fugiam
dali às pressas. Não foi o caso. Mas poderia ser. O trânsito foi orientado
pelos próprios amestradores do animal de ferro, que cravou suas garras na
calçada, tomando conta do espaço-tempo ao redor, lançando-me de volta à era dos
dinossauros.
O
Dinossauro de metal ergueu sua bocarra, segurando no ar uma espécie de
ventilador gigante, que imagino ser o refrigerador de ar. Colocou-o sobre o
teto da obra, passando a alguns metros de minha janela, fazendo-me sentir num
Parque temático (o tema eu não sei muito bem se pré-história ou ficção
científica). Terminado o serviço, foram-se todos: máquinas e homens, devolvendo
o silêncio (na medida do possível) à vizinhança.
Neste
momento, enquanto escrevo, escuto, além das buzinas, motores e ruídos da
cidade, um gemido estranho vindo do mercado, que já funciona a todo vapor. Um
ruído como de barriga com fome ou talvez de barriga cheia demais, que sai
continuamente do refrigerador que mantém as mercadorias fresquinhas dentro da
loja. Aqui fora, continuamos com esse calor de estufa. A Vila fica cada dia
mais quente, menos verde, mais abafada. Muito concreto e pouca abstração,
apesar de tantos grafittis. Seria bom se o mercado esfriasse um pouco e nos
deixasse relaxar um pouco. Agora estou falando daquele outro mercado, do qual
este mercado vizinho faz parte, é claro! Quanto a este mercado aqui, que geme
dia e noite, bom, acho que vou dar uma passadinha por lá. Não é pra comprar nada
não, que tá tudo caro demais. É pra aproveitar o ar condicionado (que lá dentro
é silencioso) e, quem sabe, esfriar minha cabeça.
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